Segurança, privacidade e LGPD na clínica

Segurança e privacidade de dados no sistema odontológico

Dado de saúde é dado pessoal sensível, e a responsabilidade por ele é compartilhada entre a clínica e a Cuspivo. Esta página descreve os controles do produto, os prazos legais de guarda e, com o mesmo cuidado, o que o Cuspivo não afirma.

Interface demonstrativa com dados fictícios.

Acesso por papel e por unidade, com sessões revogadas quando o escopo muda

Trilha de auditoria encadeada que marca todo acesso a dado de saúde

Exportação do prontuário com verificação de integridade por seção

Resposta direta

O Cuspivo em poucas palavras

A LGPD trata dado de saúde como dado pessoal sensível, e a responsabilidade por ele é compartilhada: a clínica é a controladora do prontuário e dos contatos dos pacientes, enquanto a Cuspivo atua como operadora desses dados e como controladora do cadastro da equipe, da segurança da conta, da cobrança e do suporte. No Cuspivo, isso se traduz em controles verificáveis: acesso pela web sempre sob HTTPS, senha guardada como hash e verificação em duas etapas por aplicativo, isolamento de cada organização aplicado pelo próprio banco, permissões por papel e por unidade, trilha de auditoria encadeada por hash que marca todo acesso a dado de saúde, e exportação do prontuário em pacote com verificação de integridade por seção. Nenhum sistema é imune a incidentes e a Cuspivo não anuncia selo ou certificação de privacidade: esta página descreve práticas de produto e responsabilidades, não uma garantia legal.

  • Papéis: a clínica é controladora do prontuário; a Cuspivo é operadora.
  • Guarda: prontuário mantido por 20 anos a partir do último registro.
  • Titular: pedido registrado com prazo de 15 dias e pacote verificável.

Guia prático para a clínica

Quem responde pelos dados do paciente

Na LGPD, quem decide por que e como os dados dos pacientes são tratados é a clínica. Ela é a controladora do prontuário, dos contatos, do histórico assistencial e das imagens; a Cuspivo atua como operadora desses dados, tratando-os segundo instrução documentada da clínica. Em um conjunto menor de atividades — cadastro dos usuários da equipe, segurança da conta, cobrança da assinatura e atendimento de suporte — quem decide é a Cuspivo, e nessas atividades ela figura como controladora. Na prática, isso define quem responde ao paciente: um pedido de acesso, correção ou portabilidade chega à clínica, e é a clínica que decide o que responder, com o profissional responsável no comando das decisões clínicas.

  • Clínica: controladora do prontuário, dos contatos e do histórico assistencial.
  • Cuspivo: operadora desses dados e controladora do cadastro de usuários, segurança, cobrança e suporte.
  • Cada atividade de tratamento tem finalidade, base legal, categorias de dados e destinatários descritos.
  • O atendimento ao titular e a decisão clínica continuam com a clínica.

O que a lei brasileira exige do prontuário odontológico

Prontuário odontológico é documento de saúde, e a legislação brasileira fixa prazos mínimos de guarda que se sobrepõem a qualquer preferência comercial. A Lei 13.787/2018 estabelece guarda mínima de vinte anos contados do último registro clínico, e o Cuspivo trata esse prazo como piso de produto: existe uma trava no código que impede a exclusão destrutiva do prontuário antes do prazo e enquanto houver bloqueio jurídico ativo. Um pedido de eliminação, portanto, pode ser legítimo e ainda assim ser atendido apenas em parte — e o sistema exige que a negativa seja fundamentada por escrito. Outros conjuntos de dados seguem prazos próprios, e ter esse calendário explícito é o que permite responder a um titular sem inventar prazo na hora.

  • Prontuário e anexos clínicos: vinte anos a partir do último registro (Lei 13.787/2018).
  • Registros de acesso à aplicação: cento e oitenta dias, na linha do Marco Civil da Internet.
  • Auditoria administrativa e de segurança: cinco anos, salvo investigação ou bloqueio jurídico.
  • Cópias de segurança: expiração automática, sem retorno ao uso ativo.

Acesso mínimo: papéis, permissões e unidades

Boa parte dos incidentes em clínica não começa com um invasor, e sim com acesso interno amplo demais. O Cuspivo trabalha com papéis de equipe — recepção, auxiliar, dentista, gerente e administrador — e com um catálogo de capacidades em que cada ação sensível tem grupo, escopo e nível de risco declarados. O escopo diferencia o que vale para a organização inteira, o que vale apenas para as unidades às quais a pessoa está vinculada e o que vale só para os próprios registros. Quando o papel, a titularidade ou o alcance de unidades muda, a sessão carrega uma versão de autorização que é incrementada, de modo que sessões antigas deixam de valer sem depender de o usuário sair e entrar novamente.

  • Cinco papéis de equipe, com capacidades declaradas por grupo, escopo e risco.
  • Capacidades delegáveis pelo dono e capacidades exclusivas dele.
  • Vínculo por unidade, com designações temporárias que expiram.
  • Mudança de papel ou escopo invalida sessões anteriores.

Autenticação, sessões e estações compartilhadas

O acesso acontece pelo navegador, sempre por HTTPS, com HSTS incluindo subdomínios. As respostas da API saem com cabeçalhos de segurança padrão — bloqueio de enquadramento em iframe, sem adivinhação de tipo de conteúdo, política de referenciador restritiva — e as respostas privadas não são armazenadas em cache. As senhas são guardadas como hash, e a verificação roda mesmo quando o e-mail informado não existe, para que o tempo de resposta não revele quais contas existem. A verificação em duas etapas usa aplicativo autenticador, com códigos de recuperação de uso único e segredo cifrado. Ao sair, o token da sessão entra em uma lista de revogação verificada a cada requisição, o que encerra o acesso mesmo em outra máquina.

  • HTTPS com HSTS, cabeçalhos de segurança e respostas privadas sem cache.
  • Senha com hash e verificação que não revela contas existentes.
  • Duas etapas por aplicativo, com códigos de recuperação e segredo cifrado.
  • Estações pareadas com bloqueio de tela, PIN e troca de usuário.

Isolamento entre clínicas e trilha de auditoria encadeada

Cada organização é isolada no banco por row level security — isolamento aplicado pelo próprio banco, linha a linha: toda consulta roda dentro de um contexto que fixa a organização atual, e o papel usado pela aplicação não pode ignorar essa política. Sobre isso corre uma trilha de auditoria pensada para ser difícil de adulterar. Cada evento guarda quem fez, o que fez, sobre qual entidade, o estado anterior e posterior, o endereço de origem, o horário e uma marcação explícita de acesso a dado de saúde. Cada registro carrega um hash SHA-256 encadeado ao hash do registro anterior da mesma organização, e o papel da aplicação não tem permissão de atualização nessa tabela: eventos são acrescentados, nunca editados.

  • Isolamento por organização aplicado pelo banco, e revalidado nos exercícios de restauração.
  • Auditoria com ator, ação, entidade, antes e depois, origem e horário.
  • Marcação explícita quando o evento envolve dado de saúde.
  • Hash encadeado por registro e ausência de permissão de edição na trilha.

Direitos do titular, exportação e portabilidade

A clínica tem, dentro do próprio sistema, uma central para registrar e conduzir pedidos de titulares: confirmação e acesso, correção, anonimização, bloqueio, eliminação, portabilidade, informação sobre compartilhamento, revogação de consentimento, oposição e revisão de decisão automatizada. Cada pedido guarda o canal de entrada, a data de recebimento, o prazo de resposta de quinze dias calculado a partir dela, a marcação de atraso, a verificação de identidade do titular e o histórico completo de transições com autor e nota. Para acesso e portabilidade, o sistema gera um pacote do prontuário em JSON com dezenas de seções, cada uma com hash SHA-256, e o pacote inteiro recebe outro — se alguma fonte não responder, a exportação falha em vez de baixar um arquivo parcial.

  • Dez tipos de pedido de titular, com prazo de quinze dias e marcação de atraso.
  • Verificação de identidade e histórico de transições com autor e nota.
  • Pacote de prontuário com hash SHA-256 por seção e do pacote inteiro.
  • Exportação que falha em vez de entregar arquivo incompleto.

Backup, recuperação e continuidade do serviço

O Cuspivo é serviço de nuvem gerenciada: a clínica não mantém servidor de aplicação próprio e não administra o banco. O procedimento operacional exige backup automatizado, cifrado e monitorado, com exercícios de restauração feitos sempre em ambiente isolado, nunca sobre produção. No exercício, os papéis administrativos são reprovisionados, a política de isolamento entre organizações é revalidada e o time confere login, prontuário, imagens e exportação antes de registrar duração e tempos observados, sem copiar dado de paciente para a evidência. O que não existe também precisa ser dito: a Cuspivo não publica compromisso de disponibilidade com número, e a clínica que precisa de garantia contratual de continuidade deve tratar disso nos documentos, não em uma página de site.

  • Backup automatizado, cifrado e monitorado do banco gerenciado.
  • Restauração ensaiada em ambiente isolado, com isolamento revalidado.
  • Duração e tempos de recuperação registrados sem dado de paciente na evidência.
  • Sem compromisso publicado de disponibilidade com percentual.

O que esta página não afirma

A LGPD não institui um selo obrigatório de certificação para software, e a Cuspivo não anuncia selo ou certificação de privacidade. O que existe é um registro de privacidade mantido pelo produto, com a lista de suboperadores, o serviço prestado por cada um, as categorias de dados, os países de destino, o mecanismo de transferência internacional e o estado da evidência de cada provedor. Enquanto houver evidência pendente de um provedor, o registro marca essa pendência como bloqueio de prontidão do programa de privacidade — e, no caso do provedor de análise de imagem com IA, o sistema impede a habilitação para dados de saúde enquanto a evidência e o relatório de impacto não estiverem completos. Os documentos jurídicos brasileiros, quando publicados, devem ser lidos na versão vigente antes de a clínica cadastrar pacientes reais.

  • Registro de suboperadores com países de destino e estado da evidência.
  • Evidência pendente fica visível no registro e bloqueia a prontidão do programa.
  • Análise de imagem com IA depende de relatório de impacto e transferência válidos.
  • Nenhum sistema é imune a incidentes, e parte dos controles é da clínica.

Antes de decidir

Checklist para avaliar na prática

Use dados fictícios, simule a rotina completa e envolva as pessoas que realmente usam o sistema antes de levar informações de pacientes para uma nova plataforma.

  • Pedir o registro de suboperadores e conferir países e mecanismo de transferência
  • Simular um pedido de titular do início ao fim antes de precisar dele de verdade
  • Gerar um pacote de acesso ao prontuário e conferir a integridade das seções
  • Revisar papéis e permissões sempre que alguém entrar ou sair da equipe
  • Confirmar quem pode exportar prontuário e onde essa ação fica registrada
  • Ler termos, privacidade e adendo de dados antes de cadastrar pacientes reais

Perguntas frequentes

Respostas diretas para avaliar o Cuspivo

Existe certificação de LGPD para software odontológico?

A LGPD não institui um selo obrigatório de certificação para software, e a Cuspivo não anuncia certificação de privacidade. O que a clínica pode conferir são práticas verificáveis: registro de suboperadores com países e mecanismo de transferência, calendário de retenção, trilha de auditoria, controle de acesso por papel e exportação com verificação de integridade.

Prontuário digital é seguro?

Nenhum sistema é imune a incidentes, então a pergunta útil é qual controle existe e o que fica registrado. No Cuspivo, o acesso é sempre por HTTPS, cada organização é isolada pelo próprio banco, a entrada pode exigir verificação em duas etapas, as permissões são por papel e por unidade, e todo acesso a dado de saúde é marcado em uma trilha de auditoria encadeada por hash que a aplicação não pode editar.

Quem é responsável pelos dados dos pacientes: a clínica ou o Cuspivo?

A clínica é a controladora dos dados dos pacientes, porque é ela quem decide finalidade e meios do atendimento; a Cuspivo atua como operadora desses dados. Para cadastro da equipe, segurança da conta, cobrança e suporte, quem decide é a Cuspivo, e nessas atividades ela é a controladora. Essa divisão está descrita atividade por atividade no programa de privacidade do produto.

Por quanto tempo preciso guardar o prontuário odontológico?

A Lei 13.787/2018 fixa guarda mínima de vinte anos contados do último registro clínico. O Cuspivo trata esse prazo como piso: há uma trava no código que impede exclusão destrutiva do prontuário antes do prazo e enquanto houver bloqueio jurídico ativo. Por isso um pedido de eliminação pode ser atendido apenas em parte, com a negativa fundamentada por escrito.

Como respondo a um paciente que pede acesso ou portabilidade dos dados dele?

Registre o pedido na central de privacidade da clínica, escolhendo o tipo e o canal de entrada. O sistema calcula o prazo de quinze dias, sinaliza atraso, guarda a verificação de identidade e mantém o histórico de cada transição com autor e nota. Para acesso e portabilidade, é possível gerar um pacote do prontuário em JSON, com hash SHA-256 por seção e do pacote inteiro, vinculado ao pedido.

Consigo levar meus dados embora se decidir sair?

Sim. O Cuspivo não reivindica propriedade sobre os dados da clínica, e o pacote de prontuário por paciente cobre as seções suportadas do registro clínico, financeiro e assistencial, com verificação de integridade. Antes de contratar, vale testar a exportação que interessa à sua rotina e confirmar quem, na equipe, tem permissão para executá-la.

Quem da minha equipe consegue ver o prontuário?

Apenas quem tem a capacidade correspondente no papel atribuído e vínculo com a unidade do paciente. O dono da clínica delega capacidades a papéis, algumas permanecem exclusivas dele, e a interface esconde ações que a pessoa não pode executar. Mudanças de papel ou de escopo invalidam sessões anteriores, e o acesso a dado de saúde fica marcado na trilha de auditoria.

O Cuspivo usa dados de pacientes para treinar inteligência artificial?

O uso de dados de paciente para treinamento é tratado como pré-condição negada: retenção zero no provedor e exclusão de uso para treinamento estão entre os requisitos declarados para a análise assistida de imagem, junto de cláusulas de transferência internacional válidas e confirmação item a item pelo dentista. Enquanto essas evidências não estiverem completas, o recurso permanece bloqueado tecnicamente.