Dados, exportação e integrações

Exportar dados e integrações no sistema odontológico

A saída dos dados é uma função do produto, não um favor na hora de sair. Esta página reúne os caminhos de exportação que existem hoje, as integrações que a clínica configura sozinha e o que não está incluído nesta versão.

Interface demonstrativa com dados fictícios.

Pacote do prontuário por paciente em JSON, com hash SHA-256 por seção

Relatórios suportados em CSV, nos planos Crescimento e Rede

Lista explícita do que ainda não está incluído nesta versão

Resposta direta

O Cuspivo em poucas palavras

Sim, dá para tirar os dados do Cuspivo por conta própria. Na tela de cada paciente existe a ação Exportar prontuário, que gera um pacote JSON com mais de vinte seções do registro, hash SHA-256 por seção, hash do pacote inteiro e duas entradas na trilha de auditoria da clínica. Os relatórios de produção, recebimentos, agendamentos, retornos e gastos com materiais saem em CSV pronto para planilha nos planos Crescimento e Rede, e a lista de atendimentos do dia também sai em CSV, em qualquer plano. Hoje as integrações que a própria clínica configura são as de mensagens, com credencial da clínica; API pública, envio de eventos, login corporativo e importação da base de outro sistema não estão incluídos nesta versão.

  • Prontuário: pacote JSON por paciente, com integridade verificável por seção.
  • Relatórios: CSV nos conjuntos suportados, dentro dos planos correspondentes.
  • Integrações: provedores de mensagem com credencial da própria clínica.

Guia prático para a clínica

Aprisionamento de dados: o problema que esta página resolve

Aprisionamento de dados acontece quando a informação da clínica só existe dentro das telas do fornecedor. O sintoma clássico aparece na hora de sair: o histórico só sai em PDF, o financeiro só sai em impressão de tela, a base completa vira um serviço cobrado à parte e o prazo depende da boa vontade de quem opera o sistema. Como o prontuário odontológico precisa ser guardado por anos e acompanha o paciente ao longo da vida, essa dependência é um risco de operação, não um detalhe contratual. O Cuspivo trabalha no sentido oposto: a exportação é uma função do produto, disponível na própria tela do paciente, em formato estruturado e com verificação de integridade.

  • Sinal de alerta: o fornecedor só entrega o histórico em PDF ou impressão de tela.
  • Sinal de alerta: exportação da base tratada como serviço avulso, com preço negociado na saída.
  • Sinal de alerta: nenhum registro de quem exportou o quê, em um sistema que guarda dado de saúde.
  • Teste prático: peça o arquivo ainda na avaliação e abra o conteúdo antes de decidir.

O pacote de prontuário: um arquivo estruturado por paciente

Na visão geral do paciente existe a ação Exportar prontuário. Ela monta um pacote JSON com mais de vinte seções do registro: dados cadastrais, agendamentos, odontograma e evolução, notas clínicas com suas versões, histórico médico, planos de tratamento, periodontia, financeiro do paciente, prescrições registradas, casos de laboratório, encaminhamentos, consentimentos assinados, formulários de anamnese, retornos, comunicações, metadados de imagem, convênios, demonstrativos, pagamentos e os metadados de uso de IA. Cada seção declara a origem, a quantidade de registros e um hash SHA-256; o pacote inteiro carrega o próprio hash. Se alguma fonte não responder, o download é bloqueado e a tela informa quais seções falharam — a clínica não recebe em silêncio um arquivo pela metade.

  • Formato JSON próprio, com versão de esquema declarada no arquivo.
  • Hash SHA-256 por seção e hash do pacote completo para conferir integridade depois.
  • Disponível para a equipe com acesso àquele paciente, sem depender do plano contratado.
  • Metadados de imagem entram no pacote; os arquivos de imagem são baixados pelas telas de imagem.

Exportação auditada: fica registrado quem levou o quê

Exportar um prontuário é acesso a dado sensível, e o Cuspivo trata assim. Cada exportação grava duas entradas na trilha de auditoria da clínica: a solicitação e a conclusão — ou a falha, com a lista das seções que não responderam. O registro guarda o usuário que gerou o arquivo, a marcação de acesso a dado de saúde, o identificador da exportação, a quantidade de seções e o hash do pacote. A trilha é encadeada: cada entrada carrega o hash da entrada anterior, e o papel de banco usado pela aplicação não tem permissão para alterar registros de auditoria, apenas para acrescentar.

  • Duas entradas por exportação: solicitação e conclusão ou falha.
  • Cada entrada nomeia o usuário responsável e é marcada como acesso a dado sensível.
  • Encadeamento por hash e gravação somente por acréscimo.
  • Ainda não há tela para o dono navegar a trilha; a consulta passa pelo suporte.

Relatórios e listas em CSV para trabalhar fora do sistema

Nem todo dado precisa sair como prontuário. Para conferência com o contador, conciliação ou análise em planilha, o caminho é o CSV. O construtor de relatórios trabalha sobre cinco conjuntos de dados — produção, recebimentos, agendamentos, retornos e gastos com materiais — e qualquer relatório montado ali pode ser baixado em CSV. As telas prontas de produção e recebimentos, desempenho por profissional, aceitação de plano de tratamento, novos pacientes e efetividade de retorno também têm botão de download. Os arquivos saem em UTF-8 com marca de ordem de bytes, então a planilha abre nomes com acento corretamente, e os valores monetários aparecem como número simples, prontos para somar. A área de relatórios faz parte dos planos Crescimento e Rede.

  • Cinco conjuntos de dados: produção, recebimentos, agendamentos, retornos e gastos com materiais.
  • CSV que a planilha abre sem quebrar acentos, com valores monetários em número puro.
  • A lista de atendimentos do dia sai em CSV e está aberta a qualquer perfil autenticado.
  • Demonstrativos do paciente saem em PDF pela própria tela de demonstrativos.

As integrações que a clínica configura hoje

Na área de integrações, dentro das configurações da organização, o administrador cadastra as credenciais dos provedores de mensagem. A conta é da clínica, então o consumo é cobrado direto pelo provedor, sem intermediação. A chave é gravada em modo somente escrita: depois de salva, as telas mostram apenas os quatro últimos caracteres, quem configurou e quando. Dá para desativar sem apagar, remover de vez, e cada uma dessas ações vai para a trilha de auditoria com o nome do responsável. Imagem funciona sem intermediário: radiografias e fotos intraorais são enviadas direto para o registro do paciente, sem exigir um servidor de imagens na clínica.

  • Provedores de mensagem configurados com a credencial da própria clínica.
  • Chave somente escrita: nenhuma resposta da API devolve a chave cadastrada.
  • Gravação, troca, desativação e remoção registradas na auditoria.
  • Envio de imagem direto para o prontuário, sem servidor de imagens no consultório.

O que não está incluído nesta versão

Aqui a lista honesta vale mais do que uma parede de logotipos. Existe código escrito no produto para uma API pública versionada, com chaves por escopo, e para o envio assinado de eventos como paciente criado, consulta agendada e pagamento lançado. As duas superfícies estão fechadas nesta versão e nem aparecem nas configurações da clínica: elas só serão abertas depois de passar pela certificação de release. O mesmo vale para login corporativo e provisionamento automático de usuários. Também não existe hoje ferramenta que traga a base de outro sistema de gestão para dentro do Cuspivo, nem conector com servidor de imagens, nem ligação com sistema fiscal ou contábil.

  • API pública com chaves por escopo: escrita, porém fechada nesta versão.
  • Envio assinado de eventos para outros sistemas: escrito, porém fechado nesta versão.
  • Login corporativo e provisionamento automático: fechados até a certificação de release.
  • Importação da base de outro sistema e ligação fiscal ou contábil: não incluídos.

Solicitações de titulares e portabilidade prevista na LGPD

A clínica é a controladora dos dados dos seus pacientes. Nas configurações existe um registro de solicitações de titulares com os dez tipos previstos: confirmação e acesso, correção, anonimização, bloqueio ou restrição, eliminação, portabilidade, informações de compartilhamento, revogação de consentimento, oposição e revisão de decisão automatizada. Ao registrar o pedido, o sistema calcula o prazo de quinze dias a partir do recebimento e acompanha o andamento até o desfecho. Para pedidos de acesso ou de portabilidade, a própria tela gera o pacote íntegro do prontuário e o vincula à solicitação. O Cuspivo não publica certificação nem declaração de adequação legal, e a política, os avisos e as decisões continuam sob responsabilidade da clínica controladora.

  • Dez tipos de solicitação previstos na lei, registrados com canal e identificação do titular.
  • Prazo de quinze dias calculado a partir da data de recebimento.
  • Etapas de verificação de identidade e de andamento registradas até o desfecho.
  • Pacote de acesso gerado com verificação de integridade e vinculado ao pedido.

Antes de decidir

Checklist para avaliar na prática

Use dados fictícios, simule a rotina completa e envolva as pessoas que realmente usam o sistema antes de levar informações de pacientes para uma nova plataforma.

  • Peça um arquivo de exportação real durante o teste, não apenas a informação de que ele existe
  • Confira se o arquivo é estruturado, e não só PDF ou impressão de tela
  • Verifique se a exportação cobre prontuário, tratamento, periodontia e financeiro
  • Confirme se existe verificação de integridade e registro de quem exportou
  • Pergunte quais integrações estão ativas hoje e quais dependem de versão futura
  • Leia nos termos o que acontece com o acesso aos dados no encerramento do contrato

Perguntas frequentes

Respostas diretas para avaliar o Cuspivo

Consigo exportar os dados dos meus pacientes do Cuspivo?

Sim. Na tela de cada paciente existe a ação Exportar prontuário, que gera um pacote JSON com mais de vinte seções do registro, hash SHA-256 por seção e registro na trilha de auditoria. A ação está disponível para a equipe com acesso àquele paciente e não depende do plano contratado.

Em que formato os dados saem?

O prontuário sai em JSON estruturado, com esquema versionado e hashes de integridade. Relatórios e a lista de atendimentos do dia saem em CSV que a planilha abre sem quebrar acentos. Demonstrativos do paciente saem em PDF. Radiografias e fotos são baixadas pelas telas de imagem; o pacote JSON leva os metadados dos estudos, não os arquivos de imagem.

O Cuspivo tem API para integrar com outros sistemas?

Não nesta versão. Existe uma API pública versionada escrita no produto, com chaves por escopo para leitura de pacientes e de agendamentos, mas ela está fechada até passar pela certificação de release e não aparece nas configurações da clínica. Enquanto isso, a saída de dados acontece pela exportação de prontuário e pelos relatórios em CSV.

Existe envio de eventos para avisar outro sistema quando algo acontece?

Ainda não. O envio assinado de eventos como paciente criado, consulta agendada e pagamento lançado está implementado, porém desligado nesta versão, enquanto as defesas do endpoint de destino e a entrega com repetição não passam pela certificação. Nenhuma tela desse recurso é exibida à clínica hoje.

O Cuspivo importa a base do meu sistema atual?

Não existe hoje uma ferramenta que traga a base de outro sistema de gestão para dentro do Cuspivo. Na prática, a clínica começa cadastrando o que precisa e mantém o histórico antigo no sistema anterior ou nos arquivos que conseguiu exportar de lá. Vale ler o guia de implantação e migração antes de marcar uma data de virada.

Consigo mandar os números para o contador?

Sim, em CSV. O construtor de relatórios cobre produção, recebimentos, agendamentos, retornos e gastos com materiais, e cada resultado pode ser baixado como planilha. A área de relatórios faz parte dos planos Crescimento e Rede; a lista de atendimentos do dia está aberta a qualquer perfil. Não há ligação direta com sistema fiscal ou contábil.

Como fica um pedido de portabilidade feito pelo paciente?

O pedido é registrado na central de privacidade da clínica, com o tipo escolhido entre os dez previstos, o canal e o prazo de quinze dias contado do recebimento. Para acesso e portabilidade, a tela gera o pacote íntegro do prontuário e o vincula à solicitação, deixando registrado o andamento até o desfecho.

Se eu cancelar, perco o acesso aos meus dados?

Os dados da clínica continuam pertencendo à clínica, e o Cuspivo não reivindica propriedade sobre eles. A recomendação prática é exportar os pacotes de prontuário e os relatórios que a clínica quer guardar antes de encerrar o contrato, e conferir prazos de retenção e encerramento nos termos publicados.